sábado, 26 de julho de 2014

Aquela boa rotina

   


Eu pensava que era só pedir em namoro, usar aliança, dar altas risadas, pegar na mão, dizer eu te amo (..), mas não. É preciso que entenda a si próprio antes de aceitar alguém. É necessário coragem, preparo, e força, para enfrentar o que virá, em seguida de um ciúme, de uma surpresa, uma tristeza.
   Eu nunca entendi esse lance de se apaixonar, largar o futebol para ficar com ela, comprar ursos, frequentar cinema para assistir romance, usar aliança. Confesso que as sensações são tão diferentes, talvez tivesse passado tempo demais longe, devo dizer que sentia falta de ter o que tenho hoje, sem ao menos saber se era tão bom, como é hoje que eu sei. Ao acordar eu sorria e pensava na noite anterior. Levantei, e pensei se nos dois anos seguintes seriam exatamente como tem sido estes últimos dois dias.
   Você: minha criança do sorriso sincero, mulher do coração frágil. Menina do tipo que cai da bicicleta dez vezes, mas não pede para o pai colocar a rodinha novamente, menina que parece que vi crescer pois distinguiria facilmente suas características quando pequena na base do que é hoje. Mulher de sonhos, planos, forte, com seus cuidados de mãe.
  Quando ela deitou em meu peito depois de cansados, eu sabia que era ela. Me dizia que era uma proteção, segurança. Para mim privilégio, eu sabia que a tinha por perto, era o momento em que a paz invadiu, o conforto se acomodou, as lembranças fluíram sem pedir permissão.
   Eu te arrumei, e com as caricias acabou dormindo, lhe cobria. Desengonçado mas cobria, porque quando acordou reclamou que o pé estava gelado, porque eu não cobria direito. E se não fosse esse detalhe, parte dessa lembrança não seria tão intensa. Ou quando mal terminou de fazer comida, sorriu. Deixando o monte de louça para lavar, me bateu com o pano de prato, e se ofereceu para secar depois.
   Em seguida fomos deitar, você pediu chocolate quente. Era gosto de ambos, então desci as escadas para fazer, tinha preguiça, então revezávamos. Quando eu voltei estava entretida em algum filme de ação, e eu bravo por não ter me esperado. Me deu alguns beijos, e eu esqueci. Depois dormiu, não digo como um anjo, pois anjo não se mexe tanto, nem puxa coberta. E nada me custou pegar outra coberta. E na manhã seguinte tinha que ouvir: “sentiu tanto frio assim?”.
   Eu sorri, e começava tudo de novo (..)  mais um dia, e a boa rotina de estar com ela.

sábado, 12 de julho de 2014

De longe, tão próximo

Começo o texto com um riso de canto no rosto. E o que perambula os pensamentos é que ..
Sabe, você passa a semana eufórico na espera da sexta. Eu observo.
De segunda a quinta, repensa a roupa que usar. Eu observo. Enche a boca pra falar que vai ser ‘o role’, ouço e digo “que Jah te guie”. Você bate a porta, e então eu fico serena até que a manhã de sábado invada os cantos da casa. Não te contei, mas em todas as suas sextas eu aguardo os sábados.
Espero sua pane, sua ressaca, sua dor de cabeça forte, junto a vontade em vomitar. Aguardo sua tontura, seus xingamentos, sua roupa amassada, seu cabelo desalinhado, seu tênis jogado. Espero voltar a consciência pra lhe ouvir contar a noite anterior.
 É nessa hora que eu vejo a diferença entre sua mentira e sua verdade. A distancia entre a máscara e seu rosto. Entre o seu abraço da sexta pra sair, e o de sábado com gosto e peso de arrependimento. O seu beijo eufórico, e o beijo de sensação de agradecimento. A cabeça erguida, e a cabeça baixa. O menino e o homem.
E olha, o gosto que sinto não é doce ou amargo. A minha espera em te ver assim não vem com troféu por te ver um caco. Eu nasci ouvinte, um pedaço de mãe. Eu não tenho gritos ou conselhos, mas eu tenho um colo e tenho um querer bem. Eu tenho um amor que independente do que você faça, ele não permite que eu dite o que faça. O meu desejo é vê-lo crescer por si só. É vê-lo uma confusão, ter as respostas e não opinar. Porque eu quero ter a chance de mais abraços, mais sorrisos, mais progressos conseguidos por si só.
Quero vê-lo viver sem manual de instruções, sem regras.
Rapaz, ache sua meta.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Se não for (..) não !




Saudações rolo/ficante/amor/paixão/fdp.
Obrigado por deixar-me entrar. Não quero iniciar dizendo “eu só queria”.                              Não, não é , tem um turbilhão de coisas que eu carrego, mas não digo, resíduo de cada acontecimento, e magoa de cada briga. 
É muita mancada cravada ao seio, chegando a ser um desrespeito a mim mesma que jurei não mais permitir ferimentos a essa região.                               
Olha, escuta e absorve. Se não for pra dizer que vai ficar, então não liga. Mesmo!. Não há necessidade de incomodar o sentimento que está se acomodando no esquecimento. Se diz tanto querer me fazer feliz, se olhe. E coloque na balança os sacrifícios (se existentes), as sujeiras, as mentiras, o esforço, e blábláblá de N coisas que acha que tenha feito. Soma. Depois do calculo me diz se a porcentagem foi alta, a ponto de as partes boas serem maiores que as ruins, e você mesmo vai dizer se está me fazendo feliz. Isso nunca foi pergunta, deve ser afirmação.                                     
Há algum tempo passei da fase “só queria ouvir sua voz”. Pode Pular essa parte. E pula aquela parte também do “pra sempre”, do “fica mais um pouco”, “tanto faz amor”.             
Se não se decidir, não diz que tem saudade. Não quero que sinta minha falta porque eu sou complemento. Sou peça inteira. E metade não é comigo não, essa historia de metade de laranja não funciona. Eu sou egoísta, sou a laranja inteira, você pode ser a folha da laranja um dia, mas nunca a metade de algo que já é inteiro. Quero estar segura de que estará ao meu lado as sextas. Segura !, dá pra entender ? E se for optar ficar nessa confusão que você é. Me desculpe. Eu não preciso me envolver nesse teu redemoinho ai não. De loucura, basta a da minha mente.         
Olha eu não tenho muito a oferecer, mas o pouco que eu carrego vem de uma simplicidade imensa. Tamanha pureza que me faz leve e consciente. O suficiente pra saber que não posso ficar esperando você entrar no trilho.                                    
       “se você quiser” “se você achar melhor”, ‘se você for fizer’ ..
                      É, também não tem ‘se você’        ..                                         
                      Existe: “eu te amo, estou indo. Se recíproco, acompanhe-me.”

Peça do jogo

Ouvi dizer que a força do pensamento é capaz de muitas coisas. E hoje vi o quanto estava errada ao dizer que você voltava quando eu estava bem. Não! Talvez seja a força do pensamento que de tão rotineira lhe trouxe até aqui.               
Eu e esse costume que virou sócio de ver um pedaço de você no atendente no cinema, nas mãos do cara que me deu o troco, na forma de andar do cara na paulista, no sorriso do meu médico, até o corte de cabelo da criança da rua de cima me faz lembrar o seu, o formato do rosto do meu vizinho é idêntico ao seu, esses dias atendi a uma ligação onde ofereciam algum tipo de produto, e adivinha ? eu fiquei ouvindo características que já nem lembro, de uma empresa que já nem lembro só porque a voz do atendente lembrava a sua.           
         É uma melancolia que eu sei que tem validade de uma noite. Na manha seguinte eu vou acordar com o rosto inchado, amassado, nem vou lembrar de você. Só sentirei a necessidade de arrumar o cabelo que estará uma bucha.

Eu preciso me decidir, e tenho ciência disso. Sigo ou fico ? Sorrio ou choro ? Sento ou caminho ? Espero ? Certamente não. É como um transito, onde os carros são as pessoas. Várias passam ao seu lado, as vezes não sabemos o caminho, ou onde o túnel nos levará, mas temos que seguir porque a cada instante terá uma esquina, rotatória, e temos que decidir direita ou esquerda.  E o farol é a decisão.     
Quem vai ou quem fica sou EU. Quem move os fantoches dos personagens são MINHAS  ações. Logo, pulo algumas casa e tome sua posição no jogo. Voltarei ao inicio.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Passos a frente

Ouvi dizer que a força do pensamento é capaz de muitas coisas. E hoje vi o quanto estava errada ao dizer que você voltava quando eu estava bem. Não! Talvez seja a força do pensamento que de tão rotineira lhe trouxe até aqui. Eu e esse costume que virou sócio de ver um pedaço de você no atendente no cinema, nas mãos do cara que me deu o troco, na forma de andar do cara na paulista, no sorriso do meu médico, até o corte de cabelo da criança da rua de cima me faz lembrar o seu, o formato do rosto do meu vizinho é idêntico ao seu, esses dias atendi a uma ligação onde ofereciam algum tipo de produto, e adivinha ? eu fiquei ouvindo características que já nem lembro, de uma empresa que já nem lembro só porque a voz do atendente lembrava a sua. É uma melancolia que eu sei que tem validade de uma noite. Na manha seguinte eu vou acordar com o rosto inchado, amassado, nem vou lembrar de você. Só sentirei a necessidade de arrumar o cabelo que estará uma bucha.
Preciso me decidir, e tenho ciência disso. Sigo ou fico ? Sorrio ou choro ? Sento ou caminho ? Espero ? Certamente não. É como um transito, onde os carros são as pessoas. Várias passam ao seu lado, as vezes não sabemos o caminho, ou onde o túnel nos levará, mas temos que seguir porque a cada instante terá uma esquina, rotatória, e temos que decidir direita ou esquerda. E o farol é a decisão.
Quem vai ou quem fica sou EU. Quem move os fantoches dos personagens são as MINHAS ações. Portanto desse jogo vou pular algumas casa e tomar minhar posição ao jogo.
Voltarei ao inicio.

domingo, 22 de junho de 2014

Batalha Interna

Hoje olhei as ruas, o farol, o desconhecido. Voltei a faixa de pedestre, olhei os carros, os ônibus. Pensei que a minha vista tudo era complexo, mas vi que estava no lugar errado quando o fardo resolveu cair.
Eu sei bem que preciso seguir e definir o que sou antes que eu comece a cair. Andei pensando em amores, flores, andei triste, inocente, frágil, magoado. De tanto andar, preciso correr um pouco e não temer o que preciso fazer, e dizer.
A vida me trouxe bons ventos, algumas lágrimas, uma queda. Mas hoje de joelhos e mãos no chão resolvi levantar somente a cabeça e observar a minha volta. Aprendi que não sou eu que estou perdido em mim, mas as pessoas que não direcionam ao que almejam para si.
Meus olhos fitavam o mais simples, mas eram despercebidos por poucos. E essa posição, é o meu início. Começo a me reerguer, mentalmente e ver que ainda tenho opções, eu só preciso focar e colocar em pratica o que estava guardado em mente.
O chão em que toco me traz a força que tem, sustentando tudo em minha volta. Hoje eu decidi me reformular, e começar a ser mais estranho aos olhos do próximo, e mais eu para mim mesmo.
Ergui uma de minhas mãos, a virei para mim. Pude ver alguns calos, mas a luta que vinha em mente não era física. Então levantei a outra, bati as duas para tirar a poeira que o vento trouxe e fixou em minhas palmas, não o pó da cidade, mas o restante dos problemas foi desfeito. Pensei em erguer a primeira perna, mas a base ainda não estava firme para sustentar o corpo. Na duvida lembrei que não precisava lembrar nada. Finalmente me ergui e logo me esquivei da duvida que dizia se deveria caminhar ou não.
Fiz minha opção, elevei um dedo ao céu e confiei. Um passo, duas forças, uma garra e toda a vontade de vencer sustentavam. A respiração eu na nem notava a instante. Estava correndo contra o tempo querendo que todo o vento me purificasse e notasse que eu estava mais revigorado. Desacreditaram, falaram e não passei despercebido. Quem esteve longe julgou, até duvidou, mas ainda me sinto vivo para narrar que antes de levantar, planeje a próxima, e reveja a luta anterior.
Quando não tive a opção recuar, utilizei o antônimo e fui a frente. Nomeado a guerreiro, soldado que fica, voltei para recolher as cápsulas de quando usei meu armamento. Fiz o reconhecimento do local, peguei uma caneta, e na maior treta com a mente cumpri a missão de fazer com a vida caminhe em mim, e não mais eu que caminhe na vida. Portanto, missão cumprida.

Amor X Atençao X Sabedoria X Paciencia

     Quem não tem um amor triplo em um só corpo ? Aquela (ele) que ja viveu decadas, que tem a resposta dos seus problemas com os conselhos mais simples.
  Alguns longe, outros no céu, uns proximos e ao mesmo tempo tão distante. Uns cansados, outros ativos, desinibidos, convencido, resmungão. Todos de corações imensos. Que dá vontade de colocar no colo, carregar na bolsa.
Avó, avô, sogro, sogra, Bisa, um Vizinho, avô do colega, um desconhecido que quer atravessar a rua.
São todos merecedores do nosso respeito.
Eles são início, o meio e o fim. É colo, é conforto, e é a bronca que entra em nossa mente.
É mãe/pai duas, três e quantas vezes for necessário.
Agradeça hoje por ter, ou ter tido alguém que, tenha guiado seus passos por um dia, por um tempo.
Agradeça a Deus, agradeça a eles. Em oração, em pensamento.
Só, agradeça. E sinta esse amor que é um dos, mais importantes em tua vida. Amor no qual você aprende o que é amor.