domingo, 22 de junho de 2014

Batalha Interna

Hoje olhei as ruas, o farol, o desconhecido. Voltei a faixa de pedestre, olhei os carros, os ônibus. Pensei que a minha vista tudo era complexo, mas vi que estava no lugar errado quando o fardo resolveu cair.
Eu sei bem que preciso seguir e definir o que sou antes que eu comece a cair. Andei pensando em amores, flores, andei triste, inocente, frágil, magoado. De tanto andar, preciso correr um pouco e não temer o que preciso fazer, e dizer.
A vida me trouxe bons ventos, algumas lágrimas, uma queda. Mas hoje de joelhos e mãos no chão resolvi levantar somente a cabeça e observar a minha volta. Aprendi que não sou eu que estou perdido em mim, mas as pessoas que não direcionam ao que almejam para si.
Meus olhos fitavam o mais simples, mas eram despercebidos por poucos. E essa posição, é o meu início. Começo a me reerguer, mentalmente e ver que ainda tenho opções, eu só preciso focar e colocar em pratica o que estava guardado em mente.
O chão em que toco me traz a força que tem, sustentando tudo em minha volta. Hoje eu decidi me reformular, e começar a ser mais estranho aos olhos do próximo, e mais eu para mim mesmo.
Ergui uma de minhas mãos, a virei para mim. Pude ver alguns calos, mas a luta que vinha em mente não era física. Então levantei a outra, bati as duas para tirar a poeira que o vento trouxe e fixou em minhas palmas, não o pó da cidade, mas o restante dos problemas foi desfeito. Pensei em erguer a primeira perna, mas a base ainda não estava firme para sustentar o corpo. Na duvida lembrei que não precisava lembrar nada. Finalmente me ergui e logo me esquivei da duvida que dizia se deveria caminhar ou não.
Fiz minha opção, elevei um dedo ao céu e confiei. Um passo, duas forças, uma garra e toda a vontade de vencer sustentavam. A respiração eu na nem notava a instante. Estava correndo contra o tempo querendo que todo o vento me purificasse e notasse que eu estava mais revigorado. Desacreditaram, falaram e não passei despercebido. Quem esteve longe julgou, até duvidou, mas ainda me sinto vivo para narrar que antes de levantar, planeje a próxima, e reveja a luta anterior.
Quando não tive a opção recuar, utilizei o antônimo e fui a frente. Nomeado a guerreiro, soldado que fica, voltei para recolher as cápsulas de quando usei meu armamento. Fiz o reconhecimento do local, peguei uma caneta, e na maior treta com a mente cumpri a missão de fazer com a vida caminhe em mim, e não mais eu que caminhe na vida. Portanto, missão cumprida.

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