sábado, 21 de junho de 2014

Entre Eles .

         Ele não fez um convite a um jantar acompanhado com um bom vinho. Não possui o carro do ano, nem apartamento próprio, tão quando é independente. E nada disso tira o mérito de homem que adquiriu com o tempo.                                
  Não o conheci em mesas de bar da Vila Madalena, ou nas casas noturnas da Rua Augusta. Ao menos faz o tipo que já usou e brincou com os sentimentos de alguém nessa vida. Tem jeito de que se doou a outros caras e eles não permaneceram. Faz o tipo decidido e esforçado, que enfrenta a sociedade e a família de cabeça erguida perante a sua homossexualidade.          
        Ele não carrega maldade no corpo, por contrario. Bondade em mente, cuidados e preocupações nas atitudes.  Não passa do limite se eu não ceder ou insinuar. Ele é o que a vontade quer com o que o momento pede, na medida certa.                                             
        Com ele existe horas de conversas, inúmeras risadas, olho no olho, vergonha quando o silencio chega. Existe o sentido do beijo, aqueles que tiram o chão sem obrigação de amasso.  Só o beijo, somente a sensação de borboletas no estomago.                             
       Ele não podia ver, mas enquanto me fazia carinho eu tinha um sorriso bobo no rosto. E era um homem realizado por estar ali, em seus braços. Dormir de conchinha com ele, é confortável ao invés de excitante. Com ele, a cama presenciou atos de amor, seja passageiro ou duradouro, ainda não sei. Mas enquanto fizermos amor ao invés de sexo, teremos a essência necessária. A dose rara de um querer bem, de ambas as partes.


Que haja amor onde houver dois corpos ou mais ♥


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