Ele não fez um convite a um jantar
acompanhado com um bom vinho. Não possui o carro do ano, nem apartamento
próprio, tão quando é independente. E nada disso tira o mérito de homem que adquiriu
com o tempo.
Não o conheci em mesas de bar
da Vila Madalena, ou nas casas noturnas da Rua Augusta. Ao menos faz o tipo que
já usou e brincou com os sentimentos de alguém nessa vida. Tem jeito de que se
doou a outros caras e eles não permaneceram. Faz o tipo decidido e esforçado,
que enfrenta a sociedade e a família de cabeça erguida perante a sua
homossexualidade.
Ele não carrega maldade no corpo, por
contrario. Bondade em mente, cuidados e preocupações nas atitudes. Não passa do limite se eu não ceder ou
insinuar. Ele é o que a vontade quer com o que o momento pede, na medida certa.
Com ele existe horas de conversas,
inúmeras risadas, olho no olho, vergonha quando o silencio chega. Existe o
sentido do beijo, aqueles que tiram o chão sem obrigação de amasso. Só o beijo, somente a sensação de borboletas
no estomago.
Ele não podia ver, mas enquanto me
fazia carinho eu tinha um sorriso bobo no rosto. E era um homem realizado por
estar ali, em seus braços. Dormir de conchinha com ele, é confortável ao invés
de excitante. Com ele, a cama presenciou atos de amor, seja passageiro ou
duradouro, ainda não sei. Mas enquanto fizermos amor ao invés de sexo, teremos
a essência necessária. A dose rara de um querer bem, de ambas as partes.
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| Que haja amor onde houver dois corpos ou mais ♥ |

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