Ouvi
dizer que a força do pensamento é capaz de muitas coisas. E hoje vi o quanto
estava errada ao dizer que você voltava quando eu estava bem. Não! Talvez seja
a força do pensamento que de tão rotineira lhe trouxe até aqui.
Eu e esse costume
que virou sócio de ver um pedaço de você no atendente no cinema, nas mãos do
cara que me deu o troco, na forma de andar do cara na paulista, no sorriso do
meu médico, até o corte de cabelo da criança da rua de cima me faz lembrar o
seu, o formato do rosto do meu vizinho é idêntico ao seu, esses dias atendi a
uma ligação onde ofereciam algum tipo de produto, e adivinha ? eu fiquei
ouvindo características que já nem lembro, de uma empresa que já nem lembro só
porque a voz do atendente lembrava a sua.
É uma melancolia que eu sei que tem
validade de uma noite. Na manha seguinte eu vou acordar com o rosto inchado,
amassado, nem vou lembrar de você. Só sentirei a necessidade de arrumar o
cabelo que estará uma bucha.
Eu
preciso me decidir, e tenho ciência disso. Sigo ou fico ? Sorrio ou choro ?
Sento ou caminho ? Espero ? Certamente não. É como um transito, onde os carros
são as pessoas. Várias passam ao seu lado, as vezes não sabemos o caminho, ou
onde o túnel nos levará, mas temos que seguir porque a cada instante terá uma
esquina, rotatória, e temos que decidir direita ou esquerda. E o farol é a decisão.
Quem
vai ou quem fica sou EU. Quem move os fantoches dos personagens são MINHAS ações. Logo, pulo algumas casa e tome sua
posição no jogo. Voltarei ao inicio.

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