terça-feira, 8 de julho de 2014

Peça do jogo

Ouvi dizer que a força do pensamento é capaz de muitas coisas. E hoje vi o quanto estava errada ao dizer que você voltava quando eu estava bem. Não! Talvez seja a força do pensamento que de tão rotineira lhe trouxe até aqui.               
Eu e esse costume que virou sócio de ver um pedaço de você no atendente no cinema, nas mãos do cara que me deu o troco, na forma de andar do cara na paulista, no sorriso do meu médico, até o corte de cabelo da criança da rua de cima me faz lembrar o seu, o formato do rosto do meu vizinho é idêntico ao seu, esses dias atendi a uma ligação onde ofereciam algum tipo de produto, e adivinha ? eu fiquei ouvindo características que já nem lembro, de uma empresa que já nem lembro só porque a voz do atendente lembrava a sua.           
         É uma melancolia que eu sei que tem validade de uma noite. Na manha seguinte eu vou acordar com o rosto inchado, amassado, nem vou lembrar de você. Só sentirei a necessidade de arrumar o cabelo que estará uma bucha.

Eu preciso me decidir, e tenho ciência disso. Sigo ou fico ? Sorrio ou choro ? Sento ou caminho ? Espero ? Certamente não. É como um transito, onde os carros são as pessoas. Várias passam ao seu lado, as vezes não sabemos o caminho, ou onde o túnel nos levará, mas temos que seguir porque a cada instante terá uma esquina, rotatória, e temos que decidir direita ou esquerda.  E o farol é a decisão.     
Quem vai ou quem fica sou EU. Quem move os fantoches dos personagens são MINHAS  ações. Logo, pulo algumas casa e tome sua posição no jogo. Voltarei ao inicio.

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